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CAMPANHA PEDE O FIM DA VIOLÊNCIA CONTRA AS MULHERES

A Campanha “16 Dias de Ativismo pelo Fim da Violência contra as Mulheres” é uma mobilização anual, praticada pelo Poder Público e por diversos atores da sociedade civil engajados nesse enfrentamento.

Desde sua primeira edição, em 1991, a iniciativa conquistou a adesão de cerca de 160 países. Mundialmente, a campanha se inicia em 25 de novembro, Dia Internacional da Não Violência contra a Mulher, e vai até 10 de dezembro, Dia Internacional dos Direitos Humanos, passando pelo 6 de dezembro, que é o Dia Nacional de Mobilização dos Homens pelo Fim da Violência contra as Mulheres.

A data foi escolhida para lembrar as irmãs Pátria, Minerva e Maria Teresa Mirabal, conhecidas como “las Mariposas”, assassinadas brutalmente no dia 25 de novembro de 1960 pelo ditador Rafael Trujillo, da República Dominicana, a quem faziam oposição. Elas sofreram uma emboscada quando estavam em viagem para visitar os maridos que estavam presos. O assassinato causou forte comoção no país e ajudou a aumentar a luta contra a ditadura, que culminou com a morte do ditador meses depois.

Segundo a pesquisa “Visível e Invisível: a Vitimização de Mulheres no Brasil”, publicada pelo Instituto Datafolha em março de 2017, uma a cada três brasileiras com 16 anos ou mais foi espancada, xingada, ameaçada, agarrada, perseguida, esfaqueada, empurrada ou chutada nos últimos 12 meses. Cerca de 40% das mulheres acima de 16 anos sofreram algum tipo de assédio, o que inclui receber comentários desrespeitosos nas ruas (20,4 milhões de vítimas), sofrer assédio físico em transporte público (5,2 milhões) e ou ser beijada ou agarrada sem consentimento (2,2 milhões de mulheres). Cerca de 66% de pessoas presenciaram uma mulher sendo agredida fisicamente ou verbalmente em 2016.

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