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SISTEMA FIERN E AGÊNCIA ESPACIAL BRASILEIRA OFICIALIZAM ACORDO INÉDITO PARA IMPULSIONAR INVESTIMENTOS EM ENERGIAS RENOVÁVEIS

O Sistema FIERN, por meio do Instituto SENAI de Inovação em Energias Renováveis (ISI-ER), e a Agência Espacial Brasileira (AEB) formalizaram na quinta-feira (16), em Natal, um acordo de cooperação técnica que deverá abrir perspectivas inéditas para o desenvolvimento e uso de satélites, radares e outras tecnologias nacionais pela primeira vez focadas no setor de “energias limpas”.

A estratégia pretende ajudar a impulsionar o mapeamento de áreas maiores e mais remotas – como o mar – para medir o potencial de geração, por exemplo, em futuros parques eólicos, detectar a necessidade de manutenção e operação de equipamentos instalados nessas áreas, além de reduzir custos com esse tipo de levantamento, que chegam à casa de milhões de dólares.

Hoje, o uso de equipamentos espaciais – ou satelitais – como esses, ainda é considerado incipiente no setor elétrico brasileiro e depende de tecnologias estrangeiras.

O documento assinado entre as partes aponta a expectativa de que os trabalhos que serão realizados a partir do acordo proporcionem a criação de um ecossistema capaz de estimular investimentos, mais produtividade e competitividade para indústrias desses e de outros segmentos.

O ACORDO

O acordo terá duração de 36 meses. A AEB terá papel de articuladora no projeto. Ao ISI-ER – principal referência do SENAI no Brasil para pesquisa, desenvolvimento e inovação com foco em energias renováveis – caberá atrair empresas que queiram investir no desenvolvimento das tecnologias espaciais de olho no setor. Mas não só isso.

DESENVOLVIMENTO

Do ponto de vista prático, o coordenador de Pesquisa & Desenvolvimento do ISI-ER, Antonio Medeiros, explica que “um dos objetivos é estimular empresas brasileiras a investirem em desenvolvimento de tecnologia espacial – ou satelital – o que inclui satélites e radares, por exemplo, para coletas de dados mais precisas com aplicação especificamente no setor de energias renováveis”.

Também abriria-se caminho, por exemplo, para redução de custos com medição, com possibilidades de uso dessas tecnologias para avaliação de áreas maiores – e remotas, em vez de mapeamentos realizados “ponto a ponto” como ocorre hoje.

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