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MARÇO, MÊS DE CONSCIENTIZAÇÃO

O mês de março é marcado por duas campanhas de coscientização sobre o diagnóstico, tratamento e combate ao preconceito de duas doenças: a epilepsia e o câncer de colo de útero.

A campanha Março Roxo tem como objetivo conscientizar a população sobre a epilepsia e combater o preconceito que as vítimas da síndrome sofrem. De acordo com dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), a epilepsia atinge mais de 50 milhões de pessoas no mundo. A OMS também estima que, se houver diagnóstico e tratamento corretos, 70% das pessoas podem ficar livres das crises.

A epilepsia é uma doença neurológica caracterizada por descargas elétricas anormais e excessivas no cérebro, que são recorrentes e geram as crises epilépticas. A doença não tem cura, mas a maior parte das epilepsias vai ficar totalmente controlada com medicação, assim como a maioria das doenças crônicas, tais como colesterol alto, diabetes, hipertensão. A doença não cura essas doenças, mas consegue controlá-las e ter uma vida normal. Há tratamentos eficazes, que permitem que a pessoa enferma siga vida normal, na grande maioria dos casos.

Já a campanha de conscientização e enfrentamento ao câncer de colo de útero é denominada “Março Lilás”. A saúde da mulher é o foco da iniciativa que visa reforçar o alerta sobre os sintomas iniciais da doença e as principais formas de prevenção. Este tipo de doença se origina, na maioria dos casos, de uma infecção genital persistente causada por alguns tipos do Papilomavírus Humano (HPV) que em alguns casos pode evoluir para o câncer.O Instituto Nacional de Câncer (INCA) estima 17.010 novos casos para 2023.

A doença pode se apresentar de diversas formas entre elas sangramento vaginal anormal, fluxo aumentado, ou qualquer sangramento após a menopausa ou depois da relação sexual, surgimento de secreção vaginal incomum, dores durante a relação sexual ou na região pélvica. A vacina contra o HPV é uma das principais formas de prevenir a doença. Está disponível gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS) sendo destinada para meninas de 9 a 14 anos e meninos de 11 a 14 anos. A eficácia da vacina chega a prevenir até 70% dos cânceres de colo de útero e 90% das verrugas genitais. Outra orientação é o uso do preservativo em todas as relações sexuais favorecendo a diminuição do risco de contágio do vírus. As consultas médicas, bem como a realização do exame preventivo de modo período é fundamental para o diagnóstico de qualquer alteração na saúde.

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