Uma palpitação pode significar várias coisas diferentes. Um sinal de paixão, uma abordagem inesperada que causa susto, uma descarga de adrenalina depois de uma atividade física, um momento de ansiedade. Mas, para Romildo, uma palpitação era um grande sinal de alerta, quase um filme de terror na vida real.
Desde 2017, Romildo José, de 54 anos, foi diagnosticado com Síndrome de Brugada, uma doença perigosa que aumenta o risco de morte súbita em pessoas jovens. No último mês, o paciente da Hapvida NotreDame Intermédica recebeu a chance de uma vida com mais qualidade. Desde as últimas semanas de 2022, ele vinha apresentando diversos episódios de paradas cardíacas tratadas com a liberação de choques que chegaram a somar 10 em um único dia. Diante deste cenário, o paciente foi a primeira pessoa no Norte/Nordeste a ser submetida ao procedimento de ablação epicárdica por cateter de substrato arritmogênico para tratamento da Síndrome de Brugada, um procedimento cardiológico inovador.
A síndrome
A Síndrome de Brugada (SB) é uma doença rara grave com alto potencial de letalidade. No mundo, a prevalência é de 5 a 20 casos a cada 10 mil habitantes, atingindo principalmente homens. Os pacientes acometidos por esta condição são submetidos a um tratamento que pode causar estresse físico e emocional, pois é implantado um cardiodesfibrilador que, apesar de salvar a vida dos que o utilizam, causa grande incômodo com choques.
Um tratamento inovador
Diante do cenário de repetições dos episódios de fibrilação ventricular, o paciente que já possuía o implante do cardiodesfibrilador, um aparelho implantado entre a pele e o músculo do peito que age rapidamente logo quando o coração para de bater, teve seus primeiros acompanhamentos e procedimentos em Recife e foi encaminhado até o Centro Hemodinâmico do Hospital Antônio Prudente, em Fortaleza, para que fosse realizada uma ablação de substratos arritmogênicos da Síndrome de Brugada.
No mês de fevereiro, a nova abordagem foi realizada com excelente execução e o resultado satisfatório. Após acompanhamento no hospital, Romildo recebeu alta e segue em casa, se recuperando da cirurgia. Desde então, não teve novos episódios, sem desmaios ou desconfortos.
“O atendimento foi muito bom, com uma equipe segura. Estou confiante com a resposta do procedimento cirúrgico. Agora, volto a ser acompanhado pelo médico André Rezende, que realizou o acompanhamento desde que tive a repetição de desmaios, no final do ano passado. Sigo esperançoso”, afirma o paciente.



