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MICROCHIPAGEM EM ANIMAIS DE ESTIMAÇÃO É TENDÊNCIA NO BRASIL

Com uma tecnologia que permite o rastreamento e a identificação de animais de estimação, a inserção de pequenos chips eletrônicos nos pets tem se tornado uma prática cada vez mais comum.

De acordo com a professora do curso de Medicina Veterinária da Universidade Potiguar (UnP), Maíra Lima, o microchip e o nanochip, este segundo por ser ainda menor, guardam informações como idade, raça, tutor, vacinas e contatos importantes.

“O chip funciona com um micro-circuito eletrônico, com um código exclusivo e inalterável, e encapsulado em bio-vidro cirúrgico. Seu tamanho se assemelha ao de um grão de arroz e é super útil. A aplicação é simples, feita no dorso do pet por meio de uma seringa, como se fosse uma vacina, não necessitando sedar o animal e nem cuidados específicos após a aplicação”, explica.

Ainda segundo a médica veterinária, o dispositivo funciona como um sistema de identificação, uma espécie de RG eletrônico. Caso o animal se perca ou seja roubado, por exemplo, pode ser identificado.

No mercado, existem modelos que oferecem dupla proteção, em caso de perda ou roubo dos animais, vindo acompanhados com medalhas de geolocalização com QR code, além de outras vantagens.

“Por exemplo, se uma pessoa encontra um pet com a medalhinha, ela pode apontar a câmera do celular para o código. Em seguida, obterá mais informações sobre aquele pet e seu tutor. Estudos mostram que mais de 50% dos animais perdidos são encontrados por terem um microchip implantado”, afirma a especialista.

Tendência mundial

Em vários países é obrigatório identificar os animais com a inserção do microchip. No Brasil, diversas cidades já seguem o mesmo modelo. Onde ainda não há obrigatoriedade, clínicas de saúde animal de municípios, como Natal e Mossoró, já adotaram a técnica espontaneamente.

“Algumas leis municipais já tornam obrigatória a microchipagem. Conhecendo os benefícios da técnica, a expectativa é que se torne uma prática ainda mais comum, devendo ser aplicada apenas por profissionais credenciados”, finaliza Maíra.

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