Na Hora H

DO LIVRO DE IVAN LIRA

Muitos personagens que tiveram atuações marcantes em sua época não tiveram o devido reconhecimento na posteridade. Foi para lançar luz sobre alguns nomes que há tempos estão nas sombras da história potiguar, que o juiz federal Ivan Lira de Carvalho escreveu “Onze faces e duas ruas” (Offset Editora), que será lançado nesta terça (26), às 18h, na Galeria Fernando Chiriboga, Natal Shopping. O livro traz biografias sintéticas de um seleto grupo de potiguares que estavam injustamente esquecidos nas mídias locais.

As “onze faces” da obra são potiguares que tiveram projeção nacional em áreas tão diversas quanto política, artes e ciências. “Meu critério foi abordar personalidades potiguares não óbvias, pessoas incríveis, mas que estavam fora dos holofotes por diversos motivos”, afirma. Cada perfil tem de três a cinco páginas, abordando o personagem de forma concisa e informativa.

Entre os nomes biografados por Ivan Lira estão o jornalista Orlando Dantas, que chegou a ser sócio do poderoso Assis Chateaubriand; o músico Aldo Parisot, renomado internacionalmente; o compositor e maestro K-Ximbinho, mestre do chorinho; o ministro da saúde Raimundo de Brito; Fernandes Barros, o segundo governador do Rio Grande do Norte.

Segue com o Professor Hermógenes, um dos pioneiros divulgadores do yoga no Brasil; o deputado federal Alberto Roselli; o médico Cleodon Carlos de Andrade; Senador José Ferreira de Souza, e o médico e escritor seridoense Janduhy Finizola, autor de várias músicas gravadas pelo Quinteto Violado, incluindo o clássico “Missa do Vaqueiro”, gravada por Luiz Gonzaga – que o apelidou de “Doutor do Baião”.

E as “duas ruas”? São perfis sobre dois lugares que fascinam o autor: Extremoz e suas histórias inusitadas, e o município paraibano de Bayeux, com seu nome francês. “Na roça, a pessoa diz que vai para a ‘rua’ quando está indo à cidade, então essa foi minha referência”, conta.

Ivan Lira explica que o pontapé para escrever o livro veio da ideia de uma jornalista, que viu suas fotos das ruínas do convento e igreja de Extremoz, e solicitou um texto a ele sobre isso. “O texto foi publicado numa revista, e a partir daí fui sendo convidado para escrever mais perfis, o que acabou chegando a esse livro”, conclui.

Fonte: Tribuna do Norte

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