Tipo de câncer mais comum em homens a partir dos 50 anos, o tumor de bexiga levou a óbito mais de 15 mil pessoas, entre os anos de 2022 e 2024 — uma média de mais de 5 mil mortes a cada ano. Dados preliminares de 2024 apontam 5.028 mortes pela doença no Brasil, sendo 3.354 homens e 1.674 mulheres. No Rio Grande do Norte, foram registrados 171 óbitos nos últimos três anos e 61 apenas em 2024. Os dados são do Painel de Monitoramento da Mortalidade do Ministério da Saúde.
“Os homens têm mais chance de desenvolver câncer de bexiga principalmente por dois motivos: maior exposição a fatores de risco, como o tabagismo, e exposição ocupacional a produtos químicos em algumas profissões. Além disso, fatores hormonais e diferenças biológicas entre os sexos também podem influenciar. É importante lembrar que, apesar de mais comum em homens, as mulheres também podem ter a doença e devem ficar atentas aos sinais”, explica o vice-presidente da Sociedade Brasileira de Urologia do RN (SBU-RN), Pedro Sales.
Estimativas do Instituto Nacional de Câncer (Inca) apontam que em 2025 deverão ser registrados 11.370 novos casos de câncer de bexiga, sendo 7.870 em homens e 3.500 em mulheres. Isso corresponde a um risco estimado de 7,45 casos novos a cada 100 mil homens e 3,14 a cada 100 mil mulheres. Ainda segundo o Inca, esse é o sétimo câncer mais incidente entre os homens no Brasil — sem considerar os tumores de pele não melanoma —, o que representa mais de 3% dos cânceres no sexo masculino.
O tabagismo, incluindo o passivo, é o principal fator de risco do câncer de bexiga, porém há outras ameaças como: exposição a substâncias químicas; alguns medicamentos e suplementos dietéticos; gênero e raça (homens brancos têm mais chances de desenvolver a doença); idade avançada; e histórico familiar.
Julho é mês de conscientização do câncer de bexiga, e a Sociedade Brasileira de Urologia do Rio Grande do Norte (SBU-RN) aproveita a data para alertar sobre a importância da detecção precoce desse tipo de tumor, quando as chances de cura são maiores. Siga a SBU-RN (@sbu.rn) na rede social para mais informações sobre essa campanha, que acontece simultaneamente em todas as seccionais do país.



