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CORES DO NOSSO SAMBA RECEBE HOMENAGEM NA ALRN E REALIZA PRÉ-ESTREIA DO DOCUMENTÁRIO SOBRE SEUS 10 ANOS DE HISTÓRIA

O impacto cultural, afetivo e artístico do Cores do Nosso Samba será reconhecido no dia 4 de dezembro, às 14h, quando a Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte realizará uma Sessão Solene em homenagem aos 10 anos do projeto, por proposição da deputada estadual Divaneide Basílio. Durante a solenidade, acontecerá também a pré-estreia do documentário “A Raiz Canguleira do Cores do Nosso Samba – 10 anos”, obra que revisita a origem, os bastidores e a força simbólica dessa primeira década.

Na ocasião, serão homenageados: Valéria Oliveira, idealizadora do projeto; Mônica Mac Dowell, representando toda a equipe de produção; Raphael Almeida, diretor musical; Jubileu Filho, representando os instrumentistas da banda; os mestres Zorro e Aluízio Pereira, em nome dos grandes baluartes do samba potiguar; Jôsy Ribeiro, representando cantoras e cantores participantes residentes em Natal; e Fabiana Cozza, representando artistas convidados de outros estados.

O documentário, com 20 minutos de duração – uma realização da Fundação José Augusto, Secretaria Estadual da Cultura, Governo do Rio Grande do Norte, Lei Paulo Gustavo, Ministério da Cultura e Governo Federal, que conta também com recursos de emenda parlamentar do Deputado Fernando Mineiro e apoio da Funcern – traz depoimentos, registros de memória e cenas inéditas do Cores do Nosso Samba. Dirigido por Valéria Oliveira, o filme tem roteiro de Andréa Mousinho e Mônica Mac Dowell, que também assina a produção, e conta com a direção de fotografia e montagem de Carito Cavalcanti, além de finalização e mixagem de Eduardo Pinheiro. A narrativa conduzida por Valéria revela o elo profundo entre o projeto, as tradições das Rocas e a herança cultural que moldou o samba potiguar.

Com mais de uma década de atuação contínua, o Cores do Nosso Samba se consolidou como um dos capítulos mais importantes da memória recente da música do Rio Grande do Norte. Liderado por Valéria Oliveira, o projeto nasceu com vocação clara: ser um espaço de protagonismo para cantoras de samba e um território onde compositoras e compositores pudessem apresentar suas obras autorais.

A semente desse caminho está no álbum Em Águas Claras, homenagem à cantora Clara Nunes, fruto de um processo criativo que atravessou Natal e Rio de Janeiro. A obra marca o reencontro de Valéria com o samba e com as raízes que carrega desde as Rocas – território historicamente reconhecido como epicentro do samba potiguar. No timbre, na interpretação e no repertório da artista, pulsa a memória coletiva de um bairro que celebra sua ancestralidade através da música.

O surgimento do Cores é, também, um gesto simbólico: uma mulher conduzindo uma roda de samba em uma cena tradicionalmente ocupada por homens. O projeto amplia esse gesto ao colocar, nos bastidores, uma equipe majoritariamente feminina nas áreas de produção e comunicação – reafirmando a equidade como prática diária, não apenas discurso.

Ao longo dos anos, o Cores tornou-se um celeiro de artistas autorais, incentivando sambistas da cidade a lançarem seus repertórios e estimulando a criação de novas narrativas musicais. Diante do público, o projeto reúne diversas gerações, bairros e histórias pessoais, criando um espaço de circulação, formação de plateia e afirmação da diversidade que caracteriza o samba potiguar.

A partir dessa trajetória, o Cores do Nosso Samba ganha agora um novo desdobramento: o Festival Círculo das Cores, que acontece no sábado, 6 de dezembro, no Complexo Cultural Rampa, em um dia inteiro de atividades gratuitas. O festival amplia o diálogo iniciado pela roda, reunindo música, audiovisual, gastronomia, artesanato e economia criativa – celebrando o samba e a cultura potiguar em sua pluralidade.

Foto: Vitória Oliveira

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