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RENDEIRAS DA VILA RESGATAM CARNAVAL TRADICIONAL EM PONTA NEGRA

Ao mesmo tempo em que trabalham, as Rendeiras da Vila passam o ano conversando e relembrando as tradições da Vila de Ponta Negra, reduto da pesca artesanal, renda de bilro e outras culturas tradicionais, como o extrativismo de frutas nativas. 

Dessa forma, surgiu a ideia de resgatar o bloco A Burrinha Pintadinha e o Jaraguá, protagonizado pelas artesãs, que sairá pelo terceiro ano consecutivo no próximo domingo de carnaval (15/02), com concentração no Ponto de Cultura Tapiocaria da Vó, às 16h, no Largo da Paróquia de São João Batista, Vila de Ponta Negra, em Natal (RN). 

A iniciativa da Rendeiras da Vila, grupo beneficiário do programa Registro do Patrimônio Vivo (RPV), ação permanente do Governo do Rio Grande do Norte, executada pela Fundação José Augusto (FJA), dialoga com outros grupos e manifestações tradicionais, integrando a população da Vila de Ponta Negra em torno de uma brincadeira saudosa e saudável. Após a concentração, o cordão d’A Burrinha e O Jaraguá sairá pelas ruas da vila com participação de vários  grupos folclóricos e blocos carnavalescos. 

A batucada será conduzida pelo mestre percussionista Jorge Negão, fundador e lider do grupo Folia de Rua Potiguar, com paradas para homenagear os mestres e as mestras da cultura popular, como Vó Maria (Rendeiras da Vila) e Pedro Correia (Congos de Calçola), e em memória dos mestres Joka Lima (Cafurico/Tapiocaria da Vó) e Sebastião Matias (Bambelô Maçariquinho da Praia). O encerramento da festa será no Figa Bar, que fica localizado nas proximidades do Ponto de Memória Tapiocaria da Vó e Rendeiras da Vila. 

No centro da Burrinha, Dona Zefinha (Josefa Henrique de Lima, 79), puxa o mote “Minha Burrinha come milho, come palha de arroz. O cumê que eu dou a ela é mingau de macaxeira”, e o bloco ganha vida pelas ruas da Vila, levando as senhoras idosas junto às filhas, netas, sobrinhas e toda uma comunidade agregada numa epifania coletiva, carregada de memória e pertencimento. Rendeira desde os 7 anos de idade, a mestra dos bilros ensina que é preciso tirar uma folguinha no ano para se divertir.

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