A paixão dos brasileiros pelo tradicional álbum da Copa do Mundo segue aquecida, e o Rio Grande do Norte (RN) se destaca entre os estados mais engajados na corrida pelas figurinhas do Mundial de 2026. Um levantamento com base nas vendas registradas pelas Americanas, em lojas físicas, site e aplicativo, mostra que o estado ocupa a 6ª posição no ranking nacional de compra de cromos, proporcionalmente à sua população.
Até a semana passada, foram comercializadas cerca de 538 mil figurinhas no território potiguar. Com base na população estimada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), esse volume equivale a uma média de 0,156 figurinha por habitante. Esse índice coloca o RN à frente de estados como Bahia, Goiás, Pará, São Paulo, Ceará e Minas Gerais.
O desempenho potiguar surge em um momento de forte aquecimento do mercado de colecionáveis. Dados recentes do Google Trends indicam que as buscas pelo álbum da Copa de 2026 cresceram 41% em comparação com a edição lançada para o Mundial do Catar, em 2022. Esse aumento representa o maior nível de interesse já registrado pela ferramenta.
No ranking nacional proporcional, o Rio de Janeiro lidera com uma média de 0,261 figurinha por habitante. A Paraíba aparece em segundo lugar, com 0,240, seguida pelo Distrito Federal, com 0,225. Pernambuco ocupa a quarta colocação (0,199), enquanto Alagoas surge em quinto (0,168). O Rio Grande do Norte completa o grupo dos seis estados mais empenhados na coleção até o momento.
O interesse crescente pelo álbum é impulsionado pelas novidades da edição de 2026. Com a expansão da Copa do Mundo de 32 para 48 seleções, a coleção aumentou para 980 figurinhas, um número superior às edições anteriores. A ampliação do tamanho do álbum e a inclusão de cards especiais, considerados raros, estimulam ainda mais a procura entre colecionadores.
Na outra extremidade do ranking proporcional, Santa Catarina registra uma média de apenas 0,032 figurinha por habitante.
Embora a Panini, responsável pelo álbum oficial da Copa de 2026, não tenha divulgado seus números gerais de comercialização, os dados do varejo apontam uma tendência clara: a febre das figurinhas voltou a mobilizar milhões de brasileiros, e os potiguares estão entre os mais dedicados a completar a coleção do próximo Mundial.



