A atriz Rogéria morreu na noite desta segunda-feira (4), vítima de choque séptico, em decorrência de uma infecção urinária. Ela tinha 74 anos e estava internada desde 8 de agosto no hospital Unimed, na Barra da Tijuca, zona oeste do Rio de Janeiro. O velório será nesta terça no Teatro João Caetano, no Rio de Janeiro
,a partir das 11h. Às 18h, o corpo segue para Cantagalo, na Região Serrana do Rio, onde será realizado no enterro, na quarta-feira.
Nascida como Astolfo Barroso Pinto em 25 de maio de 1943, em Cantagalo, interior do Rio, Rogéria era uma das transformistas mais antigas em atividade no Brasil. Começou a carreira artística como maquiadora na extinta TV Rio, na década de 1960. Também foi cantora, se apresentou como transformista fora do Brasil e tornou-se vedete de Carlos Machado, produtor e diretor de espetáculos musicais e conhecido como “O Rei da Noite”.
Na televisão, Rogéria participou como jurada em vários programas de auditório, de apresentadores como Chacrinha, Gilberto Barros e Luciano Huck. Como atriz, Rogéria fez participações especiais em “Tieta”, “Paraíso Tropical”, “Duas Caras”, “Lado a Lado” e Babilônia”, na sitcom “Sai de Baixo”, no humorístico “Tá no Ar” e na minissérie “Desejos de Mulher”. No teatro, ganhou o Troféu Mambembe em 1979, pela peça “O Desembestado”, em que atuou com Grande Otelo. Encenou, ao lado de outras travestis pioneiras no Brasil, o espetáculo “Divinas Divas”, que virou documentário dirigido por Leandra Leal, em 2016.
Com informações do UOL



