Pesquisadores do Instituto do Cérebro da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (Ice-UFRN), em colaboração com pesquisadores da Universidade de Uppsala, na Suécia, deram um passo importante na descoberta de neurônios que desempenham papel crucial no processo de aprendizado.
Eles constataram que a inativação de certos tipos de neurônios do hipocampo facilita consideravelmente o aprendizado. Este trabalho tem enorme relevância, pois permite compreender o funcionamento do processo de aprendizagem e pode, no futuro, impactar no tratamento da demência.
No Brasil, o número de pessoas com Alzheimer, por exemplo, demência mais comum e familiar, já atinge cerca de 1,2 milhão de pessoas, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em pesquisa de 2016.
É comum que uma pessoa com este tipo de doença se esqueça de acontecimentos recentes, mas se lembre com clareza de coisas que aconteceram há muitos anos em sua vida. Ambos os casos implicam o uso de memória episódica, o armazenamento do cérebro de eventos nos quais estivemos pessoalmente envolvidos. Isso porque a demência prejudica a capacidade de formar novas memórias, especialmente de eventos desde o início da doença.


