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LOJAS DE NATAL PROMETEM DESCONTOS DE ATÉ 50% NA BLACK FRIDAY

Num ano atípico, de lojas mais vazias por causa dos protocolos sanitários, 63% dos lojistas de Natal esperam algum respiro depois de meses de inatividade, seja nas vendas físicas ou feitas vitualmente em sites ou pelo WhatsApp. A sondagem foi feita pela Câmara de Diretores Lojistas de Natal especialmente para o Black Friday, que acontece oficialmente nesta sexta, 27, mas deve se estender por toda a semana seguinte em muitos estabelecimentos.

Segundo a pesquisa, embora preocupados, os lojistas ainda acreditam que a data criada nos EUA em 1990 e importada para o Brasil, traga algum oxigênio para o caixa das empresas. Tanto que a maioria conseguiu repor os estoques e pretende colocar descontos reais entre 20% a 50%, aproveitando a motivação dos consumidores. A pesquisa revela ainda que os produtos mais procurados serão as roupas (42%), os calçados (31%), os smartphones (22%), os eletrodomésticos (22%) e eletrônicos (20%).

De acordo com o levantamento, as lojas online representam 83% do interesse do consumidor na hora de comprar, sobretudo nos sites/aplicativos de varejistas nacionais (57%) e nos sites/aplicativos de compra e venda de produtos novos e usados (33%). Apesar do destaque no meio online, uma parcela considerável dos entrevistados afirma que vai comprar em lojas físicas (47%), especialmente nos shoppings centers (29%) e nas lojas de rua (23%).

Mesmo assim, um bom número de comerciantes de Natal considera que, apesar de não poder subestimar a propagação do novo coronavírus, é melhor ganhar o que for possível, aproveitando a motivação pública para a data.

GASTO DE R$ 600

Uma pesquisa feita pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Rio Grande do Norte (Fecomércio), através do Departamento de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos (DEES), indica que natalenses e mossoroenses pretendem gastar mais de R$ 600 na Black Friday.

Na capital potiguar, 56,8% dos consumidores pretendem comprar na Black Friday deste ano, uma queda de 3 pontos percentuais em relação ao ano passado (59,8%). Os 43,2% dos natalenses que não irão às compras apontam como motivos a falta de dinheiro (34,4%); não gostar da data (23,5%); o desemprego (8,9%); as contas ou dívidas em atraso (8,1%); e a pandemia (6,5%) como motivos para não gastarem.

A pesquisa mostra que 44% dos consumidores estão pensando em aproveitar a data para antecipar as compras de Natal. Para aqueles que vão às compras, os produtos mais desejados são eletrodomésticos (33,6%); eletrônicos (21,1%); celulares/smartphones/tablets (20,3%); roupas (14,8%); móveis e decoração (13,3%).

Fonte: Agora RN | Foto: Shutterstock

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