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ARTESÃOS USAM TALENTOS MANUAIS PARA PRODUZIR ARTE E TRANSFORMAR VIDAS

No Dia Mundial do Artesão, comemorado nesta sexta-feira – 19 de março – os mais de 9 mil artesãos do Rio Grande do Norte, que carregam a missão de não deixar o legado da arte popular cair no esquecimento, têm como desafio a valorização desse tipo de trabalho e, por consequência, uma maior inserção nos mercados nacional e internacional.

Os artesãos potiguares, cuja maioria (86%) é mulher, juntam-se a aproximadamente 8,5 milhões brasileiros, que se dedicam ao artesanato como atividade comercial, segundo dados do IBGE. Em todo o país, o setor movimenta mais de R$ 50 bilhões por ano e é responsável por cerca de 3% do Produto Interno Bruto (PIB). Apesar de desde 2015 o artesão ser reconhecido como profissão, ainda há muito a ser trilhado para que a atividade seja valorizada e sobretudo bem remunerada.

Na data dedicada a esses artistas, homens e mulheres que passam horas e até mesmo dias imbuídos na tarefa de tornar simples objetos em uma arca de memórias, a coordenadora do Programa do Artesanato do Estado do Rio Grande do Norte (Proart-RN), Graça Leal, destaca o poder transformador que a atividade traz e até para mudar vidas. “Temos que pensar o artesanato como memória afetiva, como resistência, como empoderamento, como arte criativa dentro de um contexto transformador, capaz de revelar invisíveis artesãos através de suas prodigiosas e criativas peças artesanais”, diz a coordenadora.

Com informações da Agência Sebrae RN

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