Faleceu neste domingo (3), Carmen Mayrink Veiga, uma das elegantes e admiradas damas da sociedade brasileira. Ela tinha 88 anos e morreu em casa, no bairro do Flamengo, Zona Sul do Rio de Janeiro. Ao lado de Tony Mayrink Veiga, seu marido, ela formou, ao longo das décadas, um dos casais mais elegantes e proclamados da alta-sociedade.
Morreu em decorrência de complicações da idade após ficar internada no Hospital Samaritano. Ela há anos sofria de paraparesia espástica tropical, condição que limitava seus movimentos.
Referência em etiqueta e estilo pessoal, Carmen Mayrink Veiga frequentou as páginas das revistas americanas Vogue e Vanity Fair, teve retratos seus por artistas como Cândido Portinari e Di Cavalcanti e em 1997 lançou o livro ABC de Carmen.

Carmen e Tony frequentaram as páginas das mais badaladas revistas, jornais e colunas, os flashes foram deles, as primeiras páginas, as primeiras filas, as melhores mesas, os lugares mais destacados. Frequentaram os melhores restaurantes, beberam os melhores vinhos. Eram convidados frequentes de caçadas em castelos europeus, bailes espetaculares, festas ímpares, ao lado de Patiños, Schlumbergers, Agnelis, Onassis, Niarchos e outros bilionários que fizeram história.
Natural de Pirajuí, interior de São Paulo, Carmen nasceu em 24 de abril de 1929, em uma tradicional família. Filha de Maria de Lourdes de Lacerda Guimarães e Enéas Solbiati, era neta do Barão de Arari e sobrinha-neta do Barão de Araras, pelo lado materno. Seu pai era um rico financista de São Paulo, que foi cônsul honorário do Reino da Itália.

Ela já era frequentadora dos desfiles de alta costura francesa e famosa no mundo da moda quando conheceu o empresário Tony Mayrink Veiga, com quem se casou em 1956. Eles ficaram juntos por 60 anos, até a morte de Tony, em junho de 2016. O casal teve dois filhos, Antenor e Tereza Antônia, e cinco netos.
A cremação será nesta terça-feira no Memorial do Carmo.




