Na 23ª Feira Internacional de Artesanato (Fiart) o visitante terá a oportunidade de ver como artesão produz, o tipo de matéria prima que usa e o grau de dificuldade na produção das peças. A ideia é valorizar ainda mais o trabalho do artesão, levando-o ao conhecimento do público.
A novidade foi apresentada durante o lançamento da Feira, que aconteceu nesta quinta-feira (11), e reuniu organizadores, patrocinadores, convidados e imprensa. Na ocasião, o organizador da Fiart, Neiwaldo Guedes, destacou a disposição dos expositores de forma temática como diferencial da feira, pois vai permitir um envolvimento maior entre o público e o expositor, além de facilitar o acesso às peças e, consequentemente, a comercialização dos produtos.
Ele ressaltou ainda que o artesanato do Rio Grande do Norte vem crescendo nos últimos anos dentro da Fiart. Esse ano serão 114 espaços reservados para os potiguares, e isso é a tradução de que a produção aumenta a cada ano que passa. “Nós oportunizamos mais porque temos mais produção, tem muita gente trabalhando e sobrevivendo desse trabalho”, apontou.

O governador Robinson Faria enfatizou a importância da Lei do Artesanato, sancionada por ele no ano passado, como um grande incentivo ao desenvolvimento da cadeia produtiva do artesanato, como também para proteção do artesão potiguar. E anunciou mais investimentos no setor. “Vamos inaugurar o Shopping do Artesão, em Caicó, cidade que tem tradição no artesanato, e vamos recuperar o Papa Jerimum, em Natal”, frisou.
Em uma área de 80 metros quadrados, o Sebrae do Rio Grande do Norte, vai expor o trabalho de quatro grupos de diferentes regiões do estado e 20 microempreendedores individuais (MEI), em um total de 80 artesãos. Eles vão apresentar e comercializar artigos manufaturados, vestuário, utilitários e peças decorativas em diferentes tipologias como crochê, pintura de madeira reciclada, pintura em tecido, bordado, azulejo, entre outros.
A expectativa da instituição é superar R$ 30 mil em vendas nessa edição da Fiart. O superintendente do Sebrae-RN, José Ferreira de Melo Neto, relembrou as primeiras edições do evento, do esforço para consolidá-lo e do seu crescimento ao longo dos anos. “Hoje, temos uma feira que consolida todas as atividades ligadas ao artesanato de Natal e de todo o Rio Grande do Norte”.

Na Fiart, dos 300 estandes dessa edição da feira, 84 serão reservados para 205 artesãos potiguares integrantes do Programa de Artesanato do Estado (Proarte). O titular da Secretaria de Trabalho, da Habitação e da Assistência Social (Sethas), Vagner Araújo, destacou a importância de iniciativas como a feira para contribuir para o desenvolvimento do Estado.
Responsável por coordenar a logística do evento junto ao artesão, a presidente da Federação dos Artesãos do Rio Grande do Norte, Márcia Pereira, aponta que a Fiart é o momento de apresentar e vender o produto. A secretária municipal de Trabalho e Assistência Social, Ilzamar Pereira, falou do empenho da prefeitura de Natal para consolidar o artesanato da cidade, do investimento em políticas públicas permanentes para o desenvolvimento do artesanato e do apoio a espaços como a feira para promoção da atividade.
A 23ª Feira Internacional de Artesanato, com o tema “Arte Sacra. Tradição de fé que esculpe oportunidades”, deve receber aproximadamente 70 mil visitantes durante 10 dias. Além de estandes e salões para exposição, a Fiart contará com variada programação cultural diária, praça de alimentação e a 16ª edição do Festival Folclórico. Na última edição, em 2017, a Feira movimentou R$ 9,7 milhões com a venda de produtos e a promoção do artesanato. As prefeituras de municípios da Grande-Natal, como São Gonçalo do Amarante, Ceará-Mirim, São Jose de Mipibu, Macaíba e Extremoz, também terão estandes na feira.
Fotos: Canindé Soares



