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FESTA DE CARNAVAL PERMITE MAIOR SOCIALIZAÇÃO PARA CRIANÇAS AUTISTAS EM NATAL

A Clínica Focus Intervenção realizou na tarde desta quarta-feira (27) uma festa de carnaval para crianças autistas. Na presença de familiares, amigos e crianças típicas, o momento foi marcado pela socialização dos pequenos. A ação é uma iniciativa da clínica, que busca incluir os pacientes com Transtorno do Espectro Autista na folia.

“Começamos a trabalhar com o tema já há alguns dias. Assim, aquilo que eles observam na TV e na escola, por exemplo, passa a ser realidade para eles também. Trabalhamos com as texturas, os barulhos dos instrumentos, as cores, ou seja, com tudo que faz parte do universo carnavalesco para que eles se familiarizem com a festa, que vai ser feita por eles e para eles. Isso torna a aceitação muito mais fácil”, explica a neuropsicóloga Katia Nogueira.

Para Ana Patrícia Maia de Oliveira, mãe de um paciente autista, a alegria estava completa, pois tudo estava preparado para que seu filho estivesse socializado. “Foi muito importante essa festa para que eles se socializem e festejem o Carnaval do jeito deles e à vontade”, disse. Rosa Câmara, também mãe de um paciente da clínica, relata que seu filho conseguiu desta vez suportar sem problemas a música. “Meu filho gosta muito de evento assim. Agora ele está suportando melhor o som e consegue vivenciar a festa. Além disso, como ele já está familiarizado ao ambiente da clínica, tudo fica mais fácil”, contou.

A mãe Fabíola Fernandes, que também estava na comemoração, conta que ver seu filho festejando é muito gratificante. “Minha dificuldade com João é ele se sentir inserido num contexto social. A clínica ter feito essa festa foi uma ideia ímpar, é um passo para conseguir uma a maior interação social para ele”, afirmou em tom de agradecimento.

Inclusão

É preciso que familiares e comunidade escolar estejam em alerta na inclusão desses pacientes nas festividades ao longo do Carnaval. Muitos, quando chegam aos eventos, choram, colocam a mão no ouvido ou querem ir embora. O que fazer nessa situação? “Ir embora. Respeitar o limite dessa criança é o principal. É preciso ir apresentando esse excesso de cor, som e estímulos aos poucos. Isso porque, muitos, na tentativa de se adequar à situação, podem entrar em crise. Se observou que a criança não é capaz de ir além, então o melhor é sair do lugar. Isso, sem falar do desconforto que alguns sentem com o contato físico e, geralmente, nessas festas, a aglomeração de pessoas é sempre maior”, explica a neuropsicóloga.

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