Após um 2019 difícil, a indústria brasileira começou a apresentar sinais de recuperação em janeiro deste ano. O faturamento real do setor teve alta de 1,5% na comparação com o mês anterior, e a Utilização da Capacidade Instalada (UCI) atingiu 78%, elevação de 0,4 ponto percentual ante dezembro – dados dessazonalizados coletados pela Confederação Nacional da Indústria (CNI). Os números trouxeram alívio para um setor vital para o reaquecimento da economia brasileira.
Mas eis que, subitamente, chegou a crise do novo coronavírus, e todas as previsões otimistas se desfizeram. Agora, a perspectiva é de que o crescimento do país neste ano será negativo, culminando em uma recessão econômica sem precedentes. Neste novo cenário, o setor industrial, maior gerador de empregos do país, será o mais afetado. O governo anunciou nos últimos dias medidas para evitar a desaceleração da economia, mas alguns setores já estão sendo impactados. De acordo com o presidente da Abinee, Humberto Barbato, o número de empresas com dificuldades para obter itens indispensáveis para seus processos produtivos tem aumentado a cada semana.
O presidente da Abinee diz que empresas do setor já estão adotando home office para as áreas administrativas e esquema de plantão de equipes para as áreas em que não é possível fazer teletrabalho. De acordo com o presidente da CNI, Robson Andrade, o futuro da indústria e do Brasil, sobretudo com os efeitos da crise econômica decorrente do coronavírus, dependerá, mais do que nunca, da criação de condições de competitividade que coloquem o país em pé de igualdade com seus principais concorrentes.
Leia a íntegra do texto no site da FIERN



