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ESTUDO LIDERADO PELA UFRN AMPLIA INFORMAÇÕES SOBRE O FUTURO DO SOL

Um grande obstáculo para a interpretação das idades e propriedades das estrelas gêmeas solares, assim como outras estrelas do céu reside na dificuldade de se medir as distâncias das estrelas. Isso é ainda mais complicado para estrelas observadas por telescópios espaciais que vasculharam grandes distâncias em busca de estrelas fracas e que possuem sistemas planetários parecidos com o nosso.

Usando dados e modelos físicos obtidos a partir de satélites, um grupo internacional de cientistas liderado pelo professor José Dias do Nascimento Jr., do Departamento de Física Teórica e Experimental (DFTE/UFRN), divulgou resultados impactantes para o conhecimento das propriedades de estrelas similares ao Sol, porém mais velhas. Em artigo publicado no The Astrophysical Journal, os pesquisadores revelaram o status evolutivo preciso para um grupo de gêmeas solares que rotacionam mais lentamente que o Sol e por isso mesmo mais velhas.

A pesquisa investigativa analisou o estado evolutivo e fotometria dos satélites Gaia, recentemente lançado pela Agência Espacial Europeia (ESA), e Kepler, da Nasa. Foram mais de 30 mil estrelas observadas com o Kepler e com medições dos períodos de rotação e análise de suas distâncias.

Além de José Dias, participam do estudo os professores Eduardo Nunes, Leandro Almeida e Jefferson Soares Matthieu Castro, da UFRN; Jorge Melendez e Diego Lorenzo, Y. Galarza, da Universidade de São Paulo (USP); S. H. Saar e S. Meibom, do CfA-Harvard, EUA; P. G. Beck, Austria; e S Barnes da Potsdam, Alemanha.

Fonte: José de Paiva Rebouças – Agecom/Sala de Ciência

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