Na Hora H

CAMPANHA NATAL SEM FOME SERÁ LANÇADA DOMINGO COM DOAÇÕES ONLINE

A campanha Natal sem Fome será lançada em todo o país neste domingo (18) com o objetivo de arrecadar recursos, através do site www.natalsemfome.org.br, que serão usados para a distribuição de cestas básicas em comunidades cadastradas. No Rio Grande do Norte, a ação é coordenada pela ONG Avoante.

Para marcar o lançamento, a ação vai divulgar nas redes sociais um vídeo de 30”. Nele, uma moeda de R$ 1 gira até se transformar em um prato vazio, com a mensagem de que cada R$ 1 doado equivale a um prato de comida. Também estreará, em rede nacional, o clipe da música “Quem tem fome, tem pressa”, composta por Xande de Pilares, Mosquito e Gilson Bernini especialmente para o Natal Sem Fome. Com interpretação de 28 grandes artistas da música brasileira, como Caetano Veloso, Chico Buarque, Gilberto Gil, Maria Bethânia, Anitta, Alcione, Nando Reis, Criolo, Emicida, Ivete Sangalo, dentre outros.

O lançamento da campanha acontece dias depois do Prêmio Nobel da Paz 2020 ser concedido ao Programa Mundial de Alimentos, da ONU, maior organização de ajuda humanitária do mundo com foco em acesso à alimentação. “Isso dá uma ideia do problema que temos para enfrentar. Nunca tantas pessoas necessitaram de apoio. Mais uma vez, contamos com o espírito solidário dos potiguares, e convocamos também as empresas a se mobilizarem nessa ação de solidariedade e responsabilidade social”, diz CarlosFreire, fundador da ONG.

Idealizada em 1993 por Betinho, considerada a maior campanha contra a fome da América Latina, o Natal Sem Fome é, também, uma das maiores mobilizações solidárias da sociedade civil. Já ajudou mais de 20 milhões de pessoas de todo o Brasil a terem um Natal mais digno.

Segundo o IBGE, 80 milhões de brasileiros vivem em situação de insegurança alimentar, moderada ou grave, o que significa que em pelo menos um dia da semana, essas pessoas não comem absolutamente nada. E elas estão em todo o país. No RN, em 2018, eram 820 mil pessoas nessa situação, representando 23% de toda a população estadual.

“É praticamente uma pessoa passando fome em um grupo de apenas 4. É um número alarmante, inacreditável e inaceitável. E sabemos que pode ser pior, porque o problema da fome foi agravado com a pandemia do Coronavírus”, diz Carlos Freire.

Fonte: Tribuna do Norte

To Top