Por Napoleão Veras
A Beleza da Mulher Afegã
Já na antiguidade, louvada em prosa e verso. Alexandre da Macedônia, o Grande, 356 a.C — 323 a.C, inscreve-se entre os seus mais fervorosos admiradores.
Hoje as afegãs querem tão somente, entre outras, mostrar o rosto, o tornozelo, a expressão facial, respirar enfim, impedidas por um vestuário doentio imposto por regime político fundamentalista — igualmente doentio.
Até a semana passada ocupavam 26% das cadeiras do parlamento, frequentavam as ruas, festas, eram comerciantes, artistas, jornalistas, blogueiras, estudantes, pesquisadoras, levavando uma vida com elementos próximos ao século 21.
Agora querem-nas, de novo, no medievo. Atrás das portas domésticas, a serviço unicamente do esposo, dos filhos, e de Alá.
Os talibãs, de beleza física igualmente reconhecida, anulam metade da força produtiva do país ao anular suas mulheres.
O que para eles significam a mãe, irmãs, esposa, o bicho fêmea? Parece haver na origem uma fixação sexual hipertrofiada e pervertida, que extrapola o humano, o razoável, e passa a ditar aleijadas políticas públicas.
Vendo detalhes da multidão de afegãos no piso do avião libertador (foto abaixo), me detenho na jovem de trança e costas nuas, a cada minuto mais longe (e definitivamente) da burka de triste memória.




Fotos: Jornal El Pais


