Apoiada pela Organização das Nações Unidas (ONU), a empresa americana Oceanix está liderando uma iniciativa envolvendo habitações humanas flutuantes de grande escala, atualmente desenvolvendo o que descreve como “a primeira comunidade flutuante resiliente e sustentável do mundo, para 10 mil moradores em 75 hectares”.
Embora chamando de “cidade flutuante”, o que a Oceanix está propondo, pelo menos inicialmente, é mais no sentido de grandes bairros flutuantes, expansões aquáticas para megacidades litorâneas já superpovoadas que enfrentam dificuldades com o aumento do nível do mar, como Jacarta, na Indonésia, ou Xangai, na China.
Essas novas “cidades” serão compostas de plataformas triangulares de dois hectares de área, boiando, cada uma abrigando 300 moradores, com espaço adicional para produção agrícola e lazer. Elas podem ser ligadas umas às outras, formando assentamentos cada vez maiores. “
Cidades flutuantes podem parecer algo vindo direto de páginas de livros de ficção científica, mas na verdade nós, humanos, temos vivido e cultivado alimentos em ambientes flutuantes há séculos. “Nós compilamos uma lista de 64 casos para estudo de comunidades indígenas flutuantes ao redor do mundo”, diz Julia Watson, professora de Design na Universidade Harvard, nos Estados Unidos, e autora de Lo-Tek: Design by Radical Indigenism, livro que explora lições de design que podemos aprender com culturas indígenas.



