MODERNISMO POTIGUAR
Texto do juiz Undário andrade
Manhã festiva na abertura da Exposição “Moderno. Pra contemplação dos olhos de hoje”, das artistas potiguares Ângela Almeida e Selma Bezerra, sob a competente curadoria do amigo Manoel Onofre Neto,
na Pinacoteca de do Estado do RN, em Natal.
A ensolarada manhã de sábado levou intelectuais, artistas e personalidades, jornalistas e amigos para a abertura da rica e oportuna mostra do nosso modernismo, num recorte acurado do amigo Onofre. A festejada e icônica Semana de 22 está sendo prestigiada na Terra de Poti, e a partir de hoje acessível para ser reverenciada nas obras das artistas que abrilhantam a mostra em destaque.
De fato, saí com a plena certeza de que o famoso movimento modernista de 1922, mais que um grito de intelectuais sulistas, plantou Brasil afora criações geniais nas artes em geral ao longo das décadas que se seguiram. Constatei que Ângela e Selma, em suas individualidades, dialogam claramente com um coletivo de brasilidade sem apelo a reducionismos. Os cuidadosos traços e os coloridos de suas paletas, que à primeira vista se mostram diferentes, na verdade, se complementam. Nessa perspectiva, pude sentir a emoção do colorido parnasiano de Selma nos olhares das figuras retratadas por Ângela.
E toda essa riqueza visual da mostra encontra-se alinhada e complementada por excertos de escritos geniais, como os de Jorge Fernandes, Palmyra Wanderley e Zila Mamede; perfazendo, assim, um misto de arte plástica e literatura num composto harmônico de emoções e sensações da entrada à saída do espaço cultural. Tudo isso somado à imensa alegria de reencontrar amigos queridos e especiais.
E Viva o moderno! Viva a beleza! Viva a arte potiguar! Super recomendo!










