A exposição “Alegria Mansa” vai reunir as artistas plásticas potiguares Angela Almeida e Selma Bezerra dentro do projeto “vitrine além do vinho”. A abertura será realizada com coquetel para convidados no dia 14 de março na adega climatizada da Adega Farret, no Centro Empresarial HC Plaza onde os trabalhos serão expostos até o dia 14 de maio.
O projeto “vitrine além do vinho” foi idealizado pela Sommelier Simone Farret, a partir da observação do público que transita em frente a vitrine da loja instalada no térreo do centro empresarial ao lado do Hospital do Coração, no bairro Lagoa Nova. “O processo de espera algumas vezes é solitário e carregado de sentimentos como ansiedade ou tristeza. Isso me inspirou para usar nosso espaço de uma forma diferente” relata a Sommelier ao descrever o projeto que busca valorizar a arte e a cultura. A ampla vitrine da adega climatizada é agora disponibilizada para artista mostrarem seus trabalhos expostos para o lado de fora da loja – para que possam ser vistos a qualquer hora do dia ou da noite e, mesmo, com a loja fechada.
O lançamento do projeto, em dezembro de 2022, com a exposição “A geografia das serras potiguares em aquarela” do artista Oswaldo Oliveira mudou o clima no local. As pessoas começaram a parar em frente aos quadros com olhares surpresos e alegres.
A expectativa é que a exposição “Alegria Mansa” vá ampliar as atenções do público, e, aproximar as pessoas da arte.
SOBRE AS ARTISTAS E A EXPOSIÇÃO:
Angela Almeida e Selma Bezerra já vem traçando, cada uma individualmente, uma trajetória no campo das artes plásticas em Natal. Selma, professora aposentada da UFRN, Angela ainda em atividade como professora da mesma universidade.
Angela Almeida vem desenvolvendo um trabalho não só de pintura como também de bordados, fotografia e pesquisa na área das artes, além de edição de livros.
Selma Bezerra tem uma obra contemporânea que se mistura com suas raízes sertanejas, migra entre a abstração e sugestivas figurações.
A exposição traz uma citação da escritora Clarisse Lispector (1920-1977) que nos provoca: “Sou uma mulher, sou uma pessoa, sou um corpo olhando pela janela. Assim como a chuva não é grata por não ser pedra. Ela é uma chuva. Talvez seja isso que se poderia chamar de estar vivo. Não quero mais que isto, mas isto: vivo. E apenas vivo é uma alegria mansa”.



