Nesta segunda, 20, comemora-se o Dia Internacional da Pesquisa Clínica, então, que tal, saber mais informações sobre essa área e os benefícios para a sociedade, além de tentar recrutar voluntários para as pesquisas que estão em curso?
O hidratante labial que você passou antes de dormir, o remédio para dor de cabeça que tomou depois de um dia de trabalho e as vacinas utilizadas desde a infância só estão disponíveis graças à pesquisa clínica. Esses são apenas alguns exemplos da importante atuação dos estudos clínicos para a sociedade.
Mas afinal, o que é uma pesquisa clínica? Segundo a Resolução 466 de 2012 do Conselho Nacional de Saúde (CNS), a pesquisa clínica é uma investigação que, “individual ou coletivamente, tenha como participante o ser humano, em sua totalidade ou partes dele, e o envolva de forma direta ou indireta, incluindo o manejo de seus dados, informações ou materiais biológicos”.
Há vários tipos de pesquisa clínica, entre eles estão os ensaios clínicos, que têm por objetivo avaliar a segurança e eficácia de determinada intervenção, que pode ser, por exemplo, um cosmético, vacina ou produto para saúde. Essas pesquisas são essenciais para a chegada de novas alternativas terapêuticas no mercado, o que beneficia diretamente a sociedade em geral e os avanços em tratamentos.
Mas para que um estudo aconteça, além dos profissionais envolvidos, é necessário a participação de voluntários durante as fases de testes. A Resolução 466/12 do CNS assegura aos participantes, entre outros, o respeito à dignidade humana; o consentimento livre e esclarecido – ou seja, o indivíduo só participará se manifestar seu interesse de forma autônoma (ou por meio de seus representantes legais), livre e consciente; retirar seu consentimento em qualquer fase da pesquisa; e, acima de tudo, que as pesquisas envolvendo seres humanos só serão admissíveis quando o benefício esperado for maior que o risco.

Segurança dos voluntários
Segundo a Resolução 251/1997 do Ministério da Saúde (MS) e informações dispostas no site da Sociedade Brasileira de Profissionais em Pesquisa Clínica (SBPPC), os estudos clínicos são divididos, basicamente, em três fases distintas, as quais vão avaliar a tolerabilidade, segurança, farmacocinética (início, duração e intensidade de seu efeito) e eficácia do produto. É importante ressaltar que, antes do ensaio clínico, o produto deve ter passado por uma fase pré-clínica de desenvolvimento, a qual não inclui testes em humanos.
Falando sobre a segurança do voluntário que decide participar de um estudo, o médico, pesquisador e CEO do Instituto Atena de Pesquisa Clínica, Hugo Diógenes, comenta: “Existem várias barreiras que vão proteger o voluntário. Quando a gente chama para um estudo, a segurança da droga em análise já foi atestada em vários níveis, então os riscos já são bem mais controlados. Também temos várias barreiras regulatórias, como entidades públicas, privadas e o próprio desenvolvedor da droga, que constantemente monitora sinais de risco”.
Diógenes explica ainda que nem todo paciente poderá participar da pesquisa, mesmo que cumpra os requisitos necessários. “Na visita ao centro, mesmo o voluntário tendo os critérios para entrar no estudo, uma equipe multiprofissional de médicos, enfermeiros, farmacêuticos, biomédicos e fisioterapeutas vai avaliar se é seguro esse voluntário participar. Vão avaliar se ele realmente entendeu o que é a pesquisa, qual é a intervenção ou remédio que ele vai tomar e vão analisar se fisicamente ele está bem para participar. Ele só vai entrar se toda essa equipe concordar que é seguro”, disse.
Instituto Atena de Pesquisa Clínica
O Instituto Atena de Pesquisa Clínica atua há 25 anos em Natal e participa de protocolos de pesquisa de diversas áreas da medicina. Durante a pandemia da COVID-19 participou de ensaios clínicos com vacinas contra a doença — contando com o apoio da Fundação Bill e Melinda Gates —, cuja finalidade foi, em um pequeno espaço de tempo, capacitar um time de mais de 150 pessoas a executar, com a máxima segurança, protocolos de vacinas contra a COVID-19.
À frente do Instituto estão a pesquisadora-chefe e também diretora Maria Sanali Paiva, cardiologista intervencionista, doutora em cardiologia pela FMUSP e especialista em Pesquisa Clínica pela Harvard TH Chan School of Public Health; e Hugo Diógenes, médico e especialista em Terapia Intensiva; Pesquisa Clínica — T.H. Chan Harvard University; e em Continuação de Melhoria da Saúde pelo Instituto de Saúde Aperfeiçoamento – IHI.
O Instituto Atena de Pesquisa Clínica está localizado na Av. Mal. Floriano Peixoto, 385 – Tirol, Natal – RN, 59020-500. Os interessados em se voluntariar podem entrar em contato pelos telefones (84) 2020-3430 e (84) 99992-0089. Para saber mais, acesse www.atena.institute.




