Nossa Coluna

CELEBRANDO O BATALHADOR RONALDO

Um dos mais importantes promotores culturais, com uma vida dedicada à produção infantil, RONALDO NEGROMONTE festeja e nos fala dos seus 30 anos de carreira.

Ronaldo Lima Negromonte, 60 anos, nasceu em Recife/PE, radicado em Natal desde 1987.

“Fui uma criança feliz, participava de tudo, cantigas de rodas, shows na escola, pastoril, montagens de Auto de Natal na Escola, via os maracatus, caboclinhos, o frevo, tudo isso me encantava demais. Um dia, a mamãe nos levou para ver Luiz Gonzaga no Parque de Exposições de Animais, eram milhões de gente para ver o Rei do Baião, aquilo nunca mais esqueci. Daí, meu primeiro alumbramento com o palco, nada menos que o Rei do Baião.

Conhecia alguns bailarinos/atores do Balé Popular de Recife. Foi quando o ator Fernando Bastos, que na época era do Grupo Bandepe de Teatro, estava montando uma peça infantil, “A Farça de Yarim no Céu do Mandacarú”, com um grupo novo e me convidou para uma leitura de texto. Meu primeiro contato foi fazendo luz e tudo aquilo me encantou ainda mais. O espetáculo acontecia no Teatro Joaquim Cardozo, às 10 horas em Recife-PE. Ano de 1983.

Depois, já estava contagiado pelo teatro. Quanto mais eu assistia às peças infantis, mais eu me deslumbrava com tudo aquilo. Na época, desfilava como modelo para várias lojas. Foi aí que, num desses desfiles, fomos convidados por um diretor de teatro para fazer teste teatral para um espetáculo “Raízes de Parnambuco”, que iria estrear num requintado restaurante de Boa Viagem, que se chamava Cartier. Isso foi no ano de 1983, daí não parei mais, até cantar em programas de televisão eu cantei. Já em Natal, no ano de 1987, trabalhava na TV Cabugi, foi quando comecei com a peça infantil “A Festa do Rei”, logo depois Bye Bye Natal, ambas do Racine Santos. Depois, comecei na produção com o premiadíssimo espetáculo “Vau da Sarapalha” em 1992, e logo veio o grande sucesso de “Cinderela, A Estória Que Sua Mãe Não Contou…”, em 1995.

“Minha Mamãe, uma “Sertaneja”, do interior da Paraíba (Cajazeiras), foi a minha maior influência. Cantava muito com sua linda voz! E a cena que marcou a minha vida foi quando produzi o espetáculo “Sinhá Flôr”, de Eliezer Filho (também de Cajazeiras), que num asilo, nos dias de visita à “Mãe”, vai à procura de um filho que nunca vem visitá-la. Isso me emocionou muito, chorei e prometi para mim mesmo que nunca abandonaria minha mãe. Ela, com 86 aninhos, faleceu na minha casa.

Nesses 30 anos de produtor cultural, proporcionei oportunidades enriquecedoras que contribuíram para compartilhar intercâmbio cultural com o público de Natal e outras localidades de Norte a Sul do nosso Brasil. E continuo aprendendo, agora com as tendências do futuro tão tecnológico e com as diferentes nuances e novas atrações do teatro, do Circo, da Dança, do Cinema, da Música, de grupos importantes vindo de todos os lugares. E refletir o sentido da vida, através do Teatro, da Arte, da Cultura.

Minha próxima produção vai ser o Espetáculo Show do Mickey e Amigos, da Cia Era Uma Vez, comemorando os 100 anos da Disney, dia 18 de Agosto, no Teatro Alberto Maranhão, às 17h. Um espetáculo que vai encantar crianças e adultos.

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