Por Joanne Shurvell para a Forbes
Se 2025 está nos seus planos de viagem, prepare-se para explorar dez destinos culturais europeus que vão além do óbvio. Entre capitais consagradas e joias ainda pouco conhecidas, cada cidade revela histórias fascinantes, obras de arte imperdíveis e experiências que enriquecem qualquer roteiro.
Da arquitetura antiga aos museus mais inovadores, a Europa oferece cenários ideais para quem busca uma imersão autêntica na cultura.
- Craiova, Romênia

Menos conhecida (e visitada) que Bucareste, a capital, Craiova, no sudoeste da Romênia, é um polo cultural com diversos eventos ao longo do ano, como o Festival Shakespeare, o maior festival internacional dedicado ao dramaturgo. Para fãs de música eletrônica, o IntenCity Festival acontece em junho com apresentações ao ar livre. Já o Festival Puppets Occupy Street, realizado em agosto, é um evento inusitado com marionetes gigantes e performances imersivas.
Craiova tem um papel importante na trajetória de Constantin Brâncuși, que estudou na Escola de Artes e Ofícios da cidade. Considerado pioneiro da escultura modernista, suas obras estão em grandes museus ao redor do mundo, como o Metropolitan Museum of Art (Nova York), o Pompidou (Paris) e o Tate Modern (Londres). A visita à cidade deve incluir o Centro Brâncuși, com uma visão aprofundada de sua vida, e o Museu de Arte de Craiova, que também abriga suas obras.
- Girona, Espanha

Situada entre os Pireneus e a Costa Brava, Girona é um dos destinos culturais mais interessantes e pouco valorizados da Espanha. Com um centro medieval perfeitamente preservado e uma cena artística vibrante, a cidade oferece muito, sem as multidões das grandes metrópoles.
O Bairro Antigo (Barri Vell) é um dos mais bem conservados da Europa, com antigas muralhas que ainda podem ser percorridas. A Catedral de Girona impressiona com a nave gótica mais larga do mundo. A arquitetura marcante da cidade atrai produções cinematográficas, incluindo a série Game of Thrones. Girona conta ainda com diversos festivais, como o Temps de Flors, uma celebração das flores realizada toda primavera.
- Bilbao, Espanha

Bilbao é um dos destinos culturais mais relevantes da Europa e um modelo de revitalização para outras cidades industriais. O município espanhol foi um centro importante da indústria naval até seu declínio entre as décadas de 1970 e 1990. A abertura do Museu Guggenheim, projetado por Frank Gehry em 1997, impulsionou a transformação da região portuária ao seu redor. O chamado “efeito Guggenheim” acabou sendo replicado em outros locais.
Atualmente, o museu é um dos principais espaços de arte contemporânea do mundo, com acervo permanente e exposições de artistas como Jean-Michel Basquiat, Richard Serra e Louise Bourgeois. Bilbao também é um exemplo de inovação arquitetônica, com estruturas como a Ponte Zubizuri, de Santiago Calatrava, e o centro cultural Azkuna Zentroa, um antigo armazém de vinhos do século XX convertido em espaço criativo.
- Atenas, Grécia

Berço da filosofia, democracia e teatro, Atenas é um museu a céu aberto repleto de monumentos históricos e uma cena urbana dinâmica. A Acrópole, o Partenon e a Antiga Ágora são visitas essenciais, mas cada canto da cidade revela histórias de mitologia, inovação e produção artística. Além dos tesouros antigos, Atenas abriga uma cena contemporânea pulsante, com bairros boêmios, galerias e teatros de vanguarda. Em 2025, a Galeria Nacional sediará uma retrospectiva da obra de Panayiotis Tetsis, intitulada A obsessão do olhar. No Museu de Arte Cicládica, será possível visitar a exposição Marlene Dumas: Cycladic Blues.
- Haia, Países Baixos

Frequentemente ofuscada por Amsterdã, Haia é um centro cultural, histórico e político dos Países Baixos. Como capital administrativa e sede da monarquia, abriga museus de renome, marcos históricos e uma cena artística ativa. Quem não conseguiu ver a exposição de Vermeer no Rijksmuseum em 2024 pode visitar o Mauritshuis, onde está Moça com Brinco de Pérola, além de obras de Rembrandt e Holbein. O Gemeentemuseum conta com uma importante coleção do movimento De Stijl e obras de Mondrian. Já o Museu Escher exibe as composições visuais do artista. A cidade também permite conhecer a história política e real holandesa, com o Binnenhof — um dos parlamentos mais antigos da Europa — e o Palácio Noordeinde, residência oficial do rei.
- Salzburgo, Áustria

Salzburgo, cidade natal de Wolfgang Amadeus Mozart, é conhecida por sua arquitetura barroca, tradição musical e paisagens alpinas. Declarada Patrimônio Mundial pela UNESCO, a cidade abriga o Festival de Salzburgo, que celebra o legado de Mozart com óperas, concertos e peças teatrais durante o verão. O centro histórico (Altstadt) destaca-se por palácios, igrejas com cúpulas e praças elegantes. Entre os pontos principais estão o Palácio e Jardins Mirabell, a Fortaleza de Hohensalzburg e a Catedral de Salzburgo. Também é possível visitar os locais de filmagem do filme A Noviça Rebelde, como o Palácio Leopoldskron e as colinas da região.
- Florença, Itália

Conhecida como o berço do Renascimento, Florença é um dos destinos artísticos mais importantes do mundo. A cidade abriga obras consagradas, como O Nascimento de Vênus, de Botticelli, na Galeria Uffizi, e a escultura Davi, de Michelangelo, na Galleria dell’Accademia. A catedral (Duomo), com a cúpula projetada por Brunelleschi, é uma das maiores igrejas do mundo e exibe trabalhos de Michelangelo, Donatello e Giotto. Para quem desejar, é possível subir os 463 degraus estreitos da cúpula e ter uma vista panorâmica da cidade.
- Basileia, Suíça

Basileia, às margens do rio Reno, é conhecida pela feira de arte contemporânea Art Basel, que reúne artistas e colecionadores do mundo todo. A cidade tem mais de 40 museus, incluindo o Kunstmuseum (mais antigo da Suíça), a Fondation Beyeler e o Museu Tinguely, com obras que vão de Holbein a Rothko. Também é possível visitar a Catedral de Basileia e construções modernas projetadas por Herzog & de Meuron e Renzo Piano. Situada na fronteira com França e Alemanha, Basileia combina características culturais dos três países.
- Paris, França

Paris é um dos principais centros culturais do mundo. O Louvre é visita obrigatória, com obras como Mona Lisa, de Leonardo da Vinci, e Vênus de Milo, além de salas mais tranquilas, como as da ala Richelieu, com pinturas de Rubens, Rembrandt e Vermeer. Outros destaques são o Musée d’Orsay, instalado em uma antiga estação ferroviária, com acervo impressionista e pós-impressionista; o Museu Rodin e o Museu Picasso. Para arte contemporânea, a Fundação Louis Vuitton é referência. Amantes da literatura podem caminhar pelo Quartier Latin, visitar a livraria Shakespeare & Company e tomar um café no terraço do Les Deux Magots, frequentado por Sartre, Simone de Beauvoir e Picasso. Para música, há produções nos teatros Opéra Garnier e Opéra Bastille, além de casas de jazz na Rue des Lombards.
- Londres, Inglaterra

Londres abriga 857 galerias de arte públicas, muitas com entrada gratuita. A National Gallery e a National Portrait Gallery, ambas na Trafalgar Square, são bons pontos de partida para uma visita voltada à arte. A primeira possui várias salas dedicadas ao impressionismo, e nas proximidades, o Courtauld Institute of Art apresenta obras de Renoir, Manet e Cézanne. Outras galerias menos conhecidas também merecem destaque, como a Kenwood House, no alto de Hampstead Heath, com pinturas de Vermeer e Turner, e a Wallace Collection, com obras de Fragonard, Canaletto, Rubens e Ticiano.
O teatro é outro destaque da cidade: assistir a uma peça no West End costuma ser mais acessível do que em Nova York, e ver uma obra de Shakespeare no teatro Globe é uma experiência singular. Londres também tem uma cena musical ativa, com apresentações clássicas no Royal Festival Hall e no Royal Albert Hall. Locais como Ronnie Scott’s, Club 606 e Vortex são opções para fãs de jazz, assim como o EDF London Jazz Festival, realizado anualmente em novembro.
Fonte: Forbes



