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PREFEITURA DE NATAL ESCLARECE DADOS SOBRE MONITORAMENTO DO ATERRO HIDRÁULICO DE PONTA NEGRA PREFEITURA DE NATAL ESCLARECE DADOS SOBRE MONITORAMENTO DO ATERRO HIDRÁULICO DE PONTA NEGRA

A Prefeitura do Natal, por meio da Secretaria Municipal de Infraestrutura (Seinfra), realizou nesta quarta-feira (3) uma coletiva de imprensa para esclarecer informações relacionadas ao relatório técnico produzido pela Fundação Norte-Rio-Grandense de Pesquisa e Cultura (Funpec) sobre o aterro hidráulico da Praia de Ponta Negra.

Durante a coletiva, foi destacado que o relatório elaborado em fevereiro deste ano não aponta a perda definitiva de 40% do aterro hidráulico, mas sim a movimentação de 40% da areia da faixa emersa da praia. O documento analisou especificamente a faixa de praia e registrou a movimentação natural dos sedimentos ao longo da orla, um comportamento previsto em intervenções dessa natureza.

Os dados mais recentes, obtidos em maio e incorporados a um novo relatório em elaboração pela Funpec, indicam que aproximadamente 94% do volume total de areia está mantido na praia de Ponta Negra, representando uma perda estimada de cerca de 6%.

A perda gradual de parte dos sedimentos é um comportamento previsto em obras de aterro hidráulico, em função da dinâmica natural do ambiente costeiro. Por isso, os estudos técnicos já contemplavam a necessidade de reposições periódicas de areia, estimadas em cerca de sete anos, conforme as condições da região. Além disso, o processo de adaptação e estabilização da nova faixa de areia integra o planejamento da obra e segue sendo acompanhado por monitoramento contínuo.

A secretária municipal de Infraestrutura, Shirley Cavalcanti, reforçou que o comportamento observado está dentro das previsões técnicas. “A dinâmica costeira naturalmente promove o transporte e a redistribuição dos sedimentos. Os estudos mais recentes demonstram que o aterro segue em processo de estabilização e que a grande maioria do material, cerca de 94%, permanece na área prevista pelo projeto”, afirmou.

Os resultados já indicam melhorias nas condições de banho, especialmente na região do Morro do Careca, com a redução de ocorrências relacionadas à profundidade excessiva da água e à intensidade das ondas. O cenário demonstra a conformação gradual do aterro à dinâmica natural da orla, conforme previsto nos estudos técnicos que embasaram a intervenção.

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