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SENAI-RN DESTACA FORÇA DA COSTA BRANCA COM NOVAS CADEIAS INDUSTRIAIS LIGADAS À TRANSIÇÃO ENERGÉTICA

O diretor do SENAI-RN e do Instituto SENAI de Inovação em Energias Renováveis (ISI-ER), Rodrigo Mello, discutiu novos potenciais de desenvolvimento para a região salineira do Rio Grande do Norte durante o Workshop Intersal 2026. 

Na ocasião, ele destacou oportunidades associadas à estruturação de novas cadeias industriais no Brasil, especialmente nos segmentos de energia eólica offshore e hidrogênio verde, além do papel estratégico da Costa Branca nesse contexto. 

“Está surgindo algo novo e extremamente pujante no mercado. A energia eólica offshore tende a começar por essa região. A produção de hidrogênio verde também. Isso fortalece a cadeia de fornecedores já existente, amplia a demanda por qualificação profissional e gera novas oportunidades para empresas e trabalhadores”, ressaltou, frisando que a chegada dessas atividades tem potencial para impulsionar ainda mais a geração de riqueza e a diversificação econômica do Rio Grande do Norte.

“O desenvolvimento do estado depende muito da região salineira. Cerca de metade do PIB industrial potiguar está concentrado na área liderada por Mossoró. Além da força do petróleo e gás, há uma agricultura dinâmica, um setor de serviços robusto e uma crescente presença das energias renováveis. Essas novas cadeias chegam para fortalecer ainda mais esse ecossistema”, concluiu.

Planta-piloto

Durante a apresentação, o diretor apresentou um panorama da planta-piloto offshore do SENAI-RN, a primeira do Brasil a receber licença prévia do Ibama. Ele detalhou o histórico da iniciativa, o estágio atual e os próximos passos previstos.

“Nós finalizamos o edital para atração de investidores, estamos negociando com algumas empresas e com os sócios atuais do projeto, a DoisA Engenharia e a empresa espanhola Esteyco, tomando as providências para que se inicie a próxima fase de estudos e projetos. É um processo contínuo, de geração de conhecimento, dados e inovação. O trabalho não para enquanto essas discussões estão acontecendo. As fases se complementam e se somam ao longo do tempo”, explicou.

Segundo ele, a principal contribuição da planta-piloto é apoiar o desenvolvimento da cadeia de fornecedores e de tecnologias capazes de atender às futuras demandas do mercado offshore brasileiro. Além do projeto, Mello destacou a relevância do Terminal Salineiro de Areia Branca (Porto-Ilha), operado pela Intersal, para a movimentação de equipamentos e para o suporte logístico de novas atividades industriais.

Na avaliação do diretor, a região da Costa Branca e do Médio Oeste potiguar reúne características únicas para liderar um novo ciclo de crescimento econômico.

“Mossoró e sua região já possuem uma trajetória consolidada em atividades como sal, petróleo e gás, energias renováveis, comércio, serviços e educação. Quando observamos esse conjunto, percebemos um ambiente extremamente favorável à inovação e ao desenvolvimento industrial”, destacou.

O diretor lembrou ainda que Mossoró abriga instituições de ensino e pesquisa que se fortaleceram ao longo das últimas décadas, além de empresas responsáveis por soluções tecnológicas avançadas para setores estratégicos da economia.

“Mossoró tem empresas que desenvolveram soluções de ponta para o setor de petróleo, abriga a sede da maior empresa de perfuração de poços do ambiente onshore brasileiro e realiza o maior evento de petróleo e gás onshore do país. Isso demonstra a capacidade da região de responder aos desafios tecnológicos e industriais”, afirmou.

O workshop reuniu especialistas, lideranças e representantes da atividade salineira para debater estratégias relacionadas à logística, cabotagem, exportação de sal, tecnologia, desenvolvimento sustentável e fortalecimento da economia potiguar. A programação também incluiu painéis e apresentações voltados ao futuro do setor portuário e salineiro.

“Foi um evento extremamente oportuno para o Rio Grande do Norte, em um momento em que o estado avalia novas atividades econômicas, especialmente no setor de energia. Estamos diante de oportunidades que podem impulsionar ainda mais o desenvolvimento regional”, frisou Rodrigo Mello.

SAIBA MAIS – PLANTA-PILOTO OFFSHORE 

A planta-piloto do SENAI-RN foi o primeiro projeto de energia eólica offshore do Brasil a receber licença prévia do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama). 

À época, o órgão destacou que a iniciativa tem como missão contribuir com o desenvolvimento científico e tecnológico nacional – e que a concessão da licença foi fruto de um extenso processo de análise conduzido por uma equipe técnica multidisciplinar, composta por especialistas com ampla experiência. 

Concebida para o mar de Areia Branca, município do Rio Grande do Norte a 330 km da capital, Natal, a planta prevê o desenvolvimento, a nacionalização e a validação de tecnologias e soluções de construção e logística para a instalação de turbinas eólicas offshore (no mar), adaptadas às condições da Margem Equatorial brasileira. 

O sistema de implantação previsto se baseia em um modelo criado pela empresa espanhola Esteyco, e licenciado no Brasil pela DOIS A Engenharia, que possibilita a montagem total das torres em terra e que elas sejam então levadas até o destino, no mar, com o apoio de rebocadores – ou seja, sem a necessidade de grandes estruturas de navios, atualmente escassas e caras no mundo. As máquinas seriam então posicionadas, sem perfuração.

Do ponto de vista socioambiental, a iniciativa segue avançando em etapas de diagnóstico social, ampliando a escuta das comunidades envolvidas e aprofundando a compreensão de suas percepções diante da atividade offshore. 

Clique aqui para acessar o informativo “Planta-piloto offshore: 10 questões para entender a pesquisa do SENAI-RN”, disponível no site www.rn.senai.br

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