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FUNDAÇÃO BIENAL DE SÃO PAULO ANUNCIA A EQUIPE CURATORIAL DA 37ª BIENAL DE SÃO PAULO

Após o anúncio dos brasileiros Amanda Carneiro e Raphael Fonseca como curadores-chefes da 37ª Bienal de São Paulo, prevista para setembro de 2027, a Fundação Bienal de São Paulo divulga a equipe curatorial que acompanhará a realização da mostra. O grupo é formado pelos curadores Ana Salazar Herrera, Léuli Eshrāghi, Rado Ištok, Ryan Inouye e Yina Jiménez Suriel, além das assistentes de curadoria Amanda Tavares e Mayara Carvalho. Reunindo profissionais com trajetórias complementares e experiência internacional, da América Latina à Oceania, a equipe reflete a dimensão plural que marca historicamente a Bienal de São Paulo.

Para os curadores-chefes, Amanda Carneiro e Raphael Fonseca, “a equipe curatorial reunida para a 37ª Bienal de São Paulo tem trajetórias ligadas a distintos contextos, mas compartilha um interesse comum pela Bienal de São Paulo, pelo Brasil e por uma prática curatorial construída em colaboração. Suas experiências em curadoria, pesquisa, escrita crítica, práticas comunitárias e projetos de grande escala fortalecem uma edição que se expande por múltiplas vozes, mundos e línguas. Para nós, formar esta equipe é também afirmar um modo de trabalho baseado em relações, escuta, dedicação aos artistas e atenção às condições que tornam cada prática possível. É uma alegria trabalhar com colegas que admiramos e com quem compartilhamos afinidades intelectuais, compromisso ético e o desejo de pensar a Bienal como uma plataforma de pesquisa, imaginação, encontro e fruição”.

Andrea Pinheiro, presidente da Fundação Bienal de São Paulo, destaca que: “a Bienal de São Paulo sempre foi um espaço de diálogo entre diferentes contextos culturais e artísticos. A composição desta equipe reafirma essa vocação histórica ao reunir curadores com trajetórias profundamente conectadas a temas centrais do nosso tempo. Tenho certeza de que Amanda, Raphael e toda a equipe contribuirão de maneira significativa para ampliar o alcance crítico, artístico e público da 37ª Bienal de São Paulo”.

Sobre os curadores 

Ana Salazar Herrera é uma curadora equatoriana e portuguesa que explora subjetividades nômades, poli-linguísticas e transculturais. É fundadora da plataforma Museum for the Displaced (desde 2019), dedicada à migração e à resistência cultural, e lidera o projeto de pesquisa transequatorial (desde 2026). Atualmente, é pesquisadora curatorial na Diriyah Biennale Foundation, em Riade. Foi cocuradora da Diriyah Contemporary Art Biennale 2024, com a exposição After Rain; curadora interina no Ludwig Forum em Aachen (2022–23); e curadora assistente no NTU Centre for Contemporary Art Singapore (2016–20). Entre seus projetos curatoriais independentes estão Correntes de Restituição: Abolir o Museu, no Hangar, Lisboa (2025); Emancipação do Vivente, nas Galerias Municipais de Lisboa e Almada (2023); e Now that we found freedom what are we gonna do with it?, em cocuradoria com Kiluanji Kia Henda, no Hangar, Lisboa (2022). Foi integrante do comitê de pré-seleção da 22ª Bienal Sesc_Videobrasil, em São Paulo (2023); curadora residente na Künstlerhaus Schloss Balmoral (2021–22); mentora do Project Anywhere (2020–21); e bolsista do Shanghai Curators Lab (2018). Possui mestrado em Práticas Curatoriais pela School of Visual Arts, em Nova York, e licenciatura em Piano pela Escola Superior de Música de Lisboa. Seus textos são publicados em revistas de arte, catálogos e periódicos acadêmicos.

Léuli Eshrāghi (Sāmoa, Austrália, Canadá) é a pessoa que, como artista, poeta e curadore de práticas indígenas, foi responsável por ampliar a coleção do Musée des Beaux-Arts de Montréal, iniciando pesquisas, ações de mediação cultural e exposições, além de apoiar as relações com nações indígenas. Curou as exposições Kent Monkman: History is Painted by the Victors, com John Lukavic (2025); Rising Suns: Art from the Confederacies of the Great Lakes and Rivers, com Katsitsanoron Dumoulin Bush (2026); Glenn Gear: ulitsuak / marée montante / rising tide (2024-25); e ᐆᒻᒪᖁᑎᒃ uummaqutik: essence of life (desde 2024), liderada por asinnajaq. Anteriormente, Léuli Eshrāghi atuou como curadore da TarraWarra Biennial 2023: ua usiusi faʻavaʻasavili, que abordou o renascimento cultural do Sul Global e as conexões entre a Ásia e o Grande Oceano, e como curadore residente do University of Queensland Art Museum, onde coconcebeu exposições, residências e publicações centradas no oceano, como Oceanic ThinkingMare Amoris / Sea of LoveHow we remember tomorrow e Blue Assembly, ao lado de Peta Rake, Isabella Baker e Jocelyn Flynn. Possui doutorado em prática curatorial pela Monash University, certificado de pós-graduação em gestão de artes indígenas pela University of Melbourne e bacharelado em Estudos Indígenas e Francófonos pela University of Queensland.

Rado Ištok é curador e historiador da arte da Eslováquia. Atualmente, é curador da Coleção de Arte desde 1945 da National Gallery Prague, na Tchéquia, onde realizou exposições como Jiří Kolář: X Bienal de São Paulo (2026), No Feeling Is Final. The Skopje Solidarity Collection (2024, com WHW), Eva Koťátková: My Body Is Not an Island (2022–2023, com Santa Patron) e a mostra de coleção The Ballad of a Miner (2024–2029). Anteriormente, integrou o grupo curatorial da 2nd Biennale Matter of Art (2022), em Praga, e coordenou o Projeto Europeu de Cooperação 4Cs (2018–2020) na Nida Art Colony, na Lituânia, culminando na exposição The Spectral Forest (2020). Entre suas exposições independentes estão All That Is Solid Melts into Water (2023–2024, com Mariam Elnozahy), apresentada no Uppsala Art Museum, na Suécia, e na Kunsthall Oslo, na Noruega; e Liquid Horizons (2019), na tranzit, em Bratislava. Atualmente, é doutorando no Instituto de História da Arte da Charles University. Em 2025, foi bolsista do programa TheMuseumsLab, do DAAD, e, em 2024, recebeu a bolsa Dr. Alfred Bader por sua pesquisa sobre a participação histórica da Tchecoslováquia na Bienal de São Paulo.

Ryan Inouye (Estados Unidos) é o cocurador Kathe e Jim Patrinos de If the word we: 59th Carnegie International (2026–27) e curador de arte internacional do Carnegie Museum of Art, em Pittsburgh, cargo para o qual foi nomeado em 2023, após atuar como curador associado de Is it morning for you yet?, a 58th Carnegie International (2022–23). Antes de seu trabalho em Pittsburgh, Inouye foi curador sênior da Sharjah Art Foundation, nos Emirados Árabes Unidos, onde realizou exposições individuais e coletivas e coorganizou Active Forms, edição de 2018 do encontro anual March Meeting, dedicado a promover diálogos sobre desdobramentos da arte e da cultura contemporâneas. Anteriormente, ocupou o cargo de curador associado da Sharjah Biennial 12: The past, the present, the possible (2014–2015), que apresentou novas obras, comissões site-specific e performances. Também exerceu funções curatoriais no New Museum, em Nova York, onde coordenou residências artísticas, colaborações curatoriais e programas discursivos, como a iniciativa Museum as Hub e a edição de 2012 da New Museum Triennial: The Ungovernables. Antes disso, foi assistente curatorial da REDCAT, em Los Angeles. Inouye recebeu uma bolsa da Foundation for Art Initiatives e possui mestrado em Curadoria/Conhecimento pelo Departamento de Culturas Visuais da Goldsmiths, University of London, além de bacharelado em literatura inglesa pela University of California, Los Angeles.

Yina Jiménez Suriel (República Dominicana) é codiretora artística da XIII Sequences Biennial (Islândia), curadora do programa transdisciplinar The Current IV, da Thyssen-Bornemisza Art Contemporary (TBA21–Academy), e editora associada da Contemporary And (C&) para a América Latina e o Caribe. Entre seus projetos curatoriais estão otras montañas, las que andan sueltas bajo el agua (2025), na Ocean Space, na Itália, atualmente em itinerância, em 2026, no Museum of Contemporary Art of Panama; desde los azules (2024), na Kunsthalle Lissabon, em Portugal; e as duas primeiras fases de de montañas submarinas el fuego hace islas, desenvolvidas entre 2022 e 2024 no Pivô, no Brasil, na Cinemateca Nacional, na República Dominicana, na KADIST San Francisco, nos Estados Unidos, na Delfina Foundation, no Reino Unido, e no Museum of Contemporary Art and Design Manila, nas Filipinas, incluindo a edição de suas duas publicações. Também realizou Vehículos. Una revisión (2018), na Casa Quien na República Dominicana. Yina atuou como curadora adjunta da 14ª Bienal do Mercosul (2025) e como cocuradora da seção Opening da ARCOmadrid em 2024 e 2023. Em 2022, foi convidada a participar do programa de residência de verão da Delfina Foundation. Em 2017, integrou a equipe curatorial do Museo de Arte Moderno de Medellín, na Colômbia, como parte de sua formação em estudos curatoriais. Seus textos foram publicados em revistas e plataformas especializadas, como Afterall, Contemporary And, Foam, Frieze, Revista de Arte UNAM, Terremoto e Umbigo. Yina possui mestrado em História da Arte e Cultura Visual, com especialização em Estudos Visuais, pela Universitat de València, na Espanha e graduação em Arquitetura pela Universidad Católica del Cibao, na República Dominicana.

Sobre as assistentes de curadoria

Amanda Tavares (Brasil) é doutora e pós-doutora em História da Arte, e atua no campo de pesquisa e curadoria para exposições e publicações. Entre os trabalhos mais recentes, estão: curadoria adjunta na exposição Fullgás: artes visuais e anos 80 no Brasil (Centro Cultural Banco do Brasil, 2024–25); curadoria da exposição Arena, de Felipe Rezende (Galeria Leme, 2025); organização da coletânea Arte Popular: modos de usar (Instituto Tomie Ohtake e Editora Martins Fontes, 2025); coordenação editorial da 14ª Bienal do Mercosul (2025); pesquisa, assistência de curadoria e coordenação dos programas públicos na 22ª Bienal Sesc VideoBrasil (Sesc 24 de Maio, 2023–24). Em 2024, foi membro do OPENING Lisbon 2024 Award, na Feira ARCO Lisboa. Sua pesquisa acadêmica sobre arte moderna e contemporânea no Brasil em articulação com a arte popular tem sido apresentada dentro e fora do país, como no seminário “I Can See It All Even With My Eyes Closed – A Virtual Seminar on the Life and Art of Madalena Santos Reinbolt” (American Folk Art Museum, 2025); no colóquio “Reunião da Primavera: 30 anos da Fundação Arpad Szenes-Vieira da Silva” (FAZVS, Lisboa, 2024).

Mayara Carvalho é curadora, escritora, pesquisadora e educadora brasileira, formada em História da Arte pela Unifesp. Atuou em instituições como Sesc, Museu das Favelas e MASP, onde foi estagiária de curadoria, trabalhando em exposições de artistas como Hélio Oiticica e Senga Nengudi. Foi assistente de curadoria da exposição Línguas Africanas que Fazem o Brasil, no Museu da Língua Portuguesa (2025–26), e colaborou no livro Negros na Piscina: Arte Contemporânea, Curadoria e Educação. Coordenou um projeto editorial coletivo sobre identidade nacional e modernidade brasileira, tema central de sua pesquisa acadêmica, e escreveu textos críticos para os catálogos das 33ª e 34ª edições do Programa de Exposições do Centro Cultural São Paulo. Recentemente, integrou o New Curators Programme, em Londres, onde cocurou a exposição de Duane Linklater no Camden Art Centre. Também atuou como curadora e pesquisadora na Galatea. Sua prática investiga as relações entre arte e política a partir de perspectivas anticoloniais, com foco no desafio de sistemas impostos, em narrativas revolucionárias e em questões ecológicas contemporâneas.

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