O turismo do Rio Grande do Norte consolidou um ciclo de crescimento expressivo no consumo dos visitantes ao longo de 2026. Entre janeiro e julho, o gasto médio dos turistas que passaram pelo estado atingiu R$ 620,40, um salto significativo frente aos R$ 446,80 registrados no mesmo período do ano anterior.
O levantamento, realizado pelo Sistema de Inteligência Turística do RN (Sírio), da Empresa Potiguar de Promoção Turística (Emprotur), aponta que a alta de 38,4% reflete uma circulação mais intensa de recursos em setores estratégicos, como hospedagem, alimentação, transporte e comércio. Este movimento é vital para a economia local, impactando diretamente a geração de renda que subsidia investimentos públicos em áreas essenciais como saúde e educação.
Os visitantes nacionais seguem como maioria absoluta, representando 93,65% do fluxo total. Embora o crescimento do consumo deste público tenha sido mais contido, com alta de 6,8% — passando de R$ 449,54 para R$ 480,27 —, a estabilidade demonstra a força do mercado interno. Entre os estrangeiros, destacam-se argentinos e portugueses.
Para o setor de serviços, o cenário é de otimismo cauteloso. Enquanto a hotelaria celebra um aumento de 15% na ocupação no primeiro trimestre de 2026, com picos de 84% em janeiro, entidades como a Abrasel no RN alertam para a necessidade de converter o fluxo de visitantes em rentabilidade real para bares e restaurantes, que ainda enfrentam custos elevados e consumidores sensíveis a preços.
Apesar dos indicadores positivos e do recorde de movimentação no Aeroporto Internacional de Natal, que contabilizou mais de 1,3 milhão de passageiros no primeiro semestre, o desafio permanece. Líderes do trade turístico reforçam que a concorrência com outros destinos, como Bahia, Ceará, Pernambuco e Alagoas, exige estratégias contínuas de diversificação e investimentos mais robustos em promoção turística para garantir a sustentabilidade do setor até 2030.


