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INSTITUTO VITA ALERE LANÇA GUIA PARA QUALIFICAR AÇÕES DE PREVENÇÃO AO SUICÍDIO

O Instituto Vita Alere lançou a cartilha “Para Além do Setembro Amarelo”, uma iniciativa voltada a psicólogos e profissionais de saúde que busca superar o foco sazonal da campanha de prevenção ao suicídio. O documento, divulgado para orientar a assistência técnica especializada, reforça a urgência de transformar discursos em medidas contínuas, dado que o Brasil registrou 16.747 suicídios em 2024.

Os dados do Ministério da Saúde revelam um cenário preocupante: a taxa nacional de suicídios cresceu 50,6% entre 2010 e 2024, com maior impacto na faixa etária entre 20 e 29 anos. A necessidade da nova diretriz parte de uma avaliação crítica sobre o real impacto das campanhas anuais.

Segundo a psicóloga Scavacini, fundadora do Instituto Vita Alere e doutora pela USP, o material não propõe o abandono da causa, mas uma reflexão sobre a eficácia das abordagens atuais. “As evidências científicas não apontam redução nas taxas de suicídio desde a criação da campanha, em 2015. A visibilidade, isoladamente, pode mobilizar sofrimento em pessoas vulneráveis caso não venha acompanhada de suporte estruturado”, alerta a especialista.

O conceito central abordado no material é o chamado “paradoxo da visibilidade”. O aumento do debate público amplia a busca por auxílio, porém, se o sistema de saúde carece de estrutura para absorver essa demanda, a exposição do tema pode gerar frustração e desamparo no paciente.

Além da assistência, a cartilha foca no bem-estar dos profissionais. O documento aponta que o burnout, o trauma vicário e a fadiga por compaixão são riscos reais para quem atua na linha de frente. O texto destaca que o autocuidado destes trabalhadores deve ser encarado como um componente indispensável da prática clínica, e não como um item opcional.

A publicação convoca a rede de cuidados para que a prevenção não se encerre com o final do calendário. “Ir além do Setembro Amarelo Significa reavaliar sua eficácia, qualificar sua execução e não deixar que a prevenção termine quando setembro termina”, conclui Scavacini.

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