O brasileiro voltou às compras após mais de dois anos de retração no consumo. Esse movimento ainda é tímido, mas contribuiu para uma alta de 0,2% no Produto Interno Bruto (PIB) do país no segundo trimestre. A aliado a isso está a liberação para saque do PIS/Pasep conjugada com a do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), que vai garantir uma injeção de R$ 60 bilhões na economia este ano. O consumo das famílias cresceu 1,4% no período, na primeira alta após nove trimestres, de acordo com dados divulgados Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
De acordo com especialistas, o crescimento, embora pequeno, mostra que há fundamentos para o crescimento consistente da economia daqui para a frente. O IBGE divulgou, ainda, que o setor de serviços cresceu 0,6% no segundo trimestre deste ano, registrando assim a segunda alta seguida de quedas. Segundo Távio Almeida, diretor executivo da Gomes de Matos, são consideradas atividades de serviços, os transportes, comércio, limpeza, alimentação, telemarketing, hospedagem e beleza. “Este é o segmento de maior peso na economia brasileira, ele responde sozinho por cerca de 70% do PIB”, diz.
O segmento também é o último a se recuperar por completo, porque engloba setores de consumo considerados não essenciais e, em alguns casos, depende também da retomada da indústria. Apesar disso, os serviços já apresentam reflexos de uma possível recuperação. Enquanto a liberação do FGTS colocou R$ 44 bilhões na economia, o saque do PIS/Pasep vai injetar R$ 15,9 bilhões de recursos. A expectativa do governo é de que o dinheiro vai favorecer o comércio e possibilitar a regularização da vida financeira de algumas famílias.



