Na Hora H

NÃO JULGUE O LIVRO PELA CAPA

Na Dinamarca, existem bibliotecas onde você pode pegar emprestado uma pessoa em vez de um livro para ouvir a história de sua vida por 30 minutos.

O objetivo é combater o preconceito. Cada pessoa tem um título: “desempregado”, “refugiado”, “bipolar” e assim por diante. – mas ouvindo a história dela, você percebe o quanto não deve “julgar um livro pela capa”. Este projeto inovador e brilhante está ativo em mais de 50 países. Chama-se “Biblioteca Humana” e está disponível no site humanlibrary.org

A experiência foi iniciada em 2000 pela ONG Stop the Violence, sediada em Copenhague, na Dinamarca. A primeira delas abriu suas portas na capital dinamarquesa dentro do Roskilde Festival, um dos maiores festivais de verão realizados na Europa. A iniciativa da ONG foi capitaneada pelo jornalista Ronni Abelger, e seu objetivo era reduzir a discriminação existente entre os jovens, questionando preconceitos e estereótipos, além de promover o diálogo, a tolerância e compreensão para pessoas de outras raças, culturas e religiões.

No Brasil, a iniciativa existe – por exemplo – na Faculdade de Ciências Agrárias (FCA) da Universidade Federal do Amazonas (UFAM), que em setembro de 2019 realizou um evento com o intuito de combater o preconceito e aproximar pessoas com relatos de vítimas de intolerância. Com o suporte de profissionais de psicologia e biblioteconomia, a Biblioteca Humana da UFAM também conta com a certificação da HLO. O sucesso das primeiras bibliotecas humanas na Dinamarca incentivou a expansão da ideia para outros países como o Canadá, Estados Unidos, Índia, Itália, Islândia, Romênia, Noruega, Portugal e Espanha, país onde existem bibliotecas humanas em Madri, Barcelona e Sevilha.

Com informações do Bem Glô

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