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RIO GRANDE DO NORTE PODE COMANDAR A CBF PELA PRIMEIRA VEZ

O Rio Grande do Norte pode ocupar, pela primeira vez na história, o principal cargo administrativo do futebol brasileiro. José Vanildo da Silva, atual presidente da Federação Norte-rio-grandense de Futebol, está posicionado no estatuto da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) como o sucessor natural para a presidência em caso de uma eventual vacância do posto, conforme cenário político desenhado em 11 de julho de 2026.

A possibilidade de ascensão de José Vanildo da Silva ao comando da CBF surge em um momento de instabilidade institucional envolvendo o atual presidente, Samir Xaud. Como o dirigente potiguar ocupa o cargo de vice-presidente e é o integrante mais longevo da atual diretoria, o regimento interno da entidade determina que ele assuma o comando de forma interina se ocorrer renúncia ou afastamento definitivo de Samir Xaud.

Caso a vacância se concretize, o comando de José Vanildo da Silva seria estritamente temporário. O estatuto estabelece o prazo máximo de 30 dias para que o presidente interino convoque novas eleições. Neste processo sucessório, apenas os atuais integrantes da vice-presidência estariam aptos a concorrer ao pleito que definiria quem completaria o mandato vigente até 2029.

O cenário na CBF é marcado por tensões entre grupos distintos. Reportagem da Folha de S.Paulo revelou uma disputa interna que divide a entidade. De um lado, a ala articulada por Francisco “Chico” Mendes, que sinaliza preferência por Gustavo Dias Henrique como sucessor. Do outro, dirigentes tradicionais, incluindo Fernando Sarney, Flávio Zveiter e Gustavo Feijó, que demonstram resistência à concentração de poder observada na atual administração.

Embora as articulações internas se intensifiquem, José Vanildo da Silva mantém a cautela. O dirigente confirmou que cumpriria a determinação estatutária de assumir o posto se necessário, mas ressaltou que a situação não gera expectativas pessoais. Ele defendeu a continuidade do atual modelo de gestão e reforçou que, até o momento, permanece exercendo suas funções como vice-presidente, aguardando os desdobramentos da crise política que impacta a administração do futebol nacional.

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